| Foto reprodução X (Teitter) |
Madrid reafirma compromisso com ONU e multilateralismo ao recusar convite do presidente dos EUA
O governo da Espanha anunciou nesta sexta-feira (23) que vai recusar o convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para integrar o chamado “Conselho da Paz” — uma iniciativa internacional recém-lançada que pretende atuar na resolução de conflitos e na reconstrução de regiões afetadas pela guerra.Em uma coletiva após uma reunião da União Europeia em Bruxelas, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, declarou: “Agradecemos o convite, mas recusamos”, ressaltando que a decisão está em linha com a política externa do país, voltada ao multilateralismo, ao respeito ao direito internacional e ao papel da Organização das Nações Unidas (ONU).
🇪🇸 Por que a Espanha recusou?
Segundo Sánchez, a proposta do Conselho da Paz não se insere no marco das Nações Unidas, que é o principal organismo global para mediação de conflitos. Além disso, ele destacou que a iniciativa não incluiu a Autoridade Palestina entre seus membros convidados — apesar de o órgão ter foco inicial na Faixa de Gaza. Esse fato foi visto como contraditório para um processo que pretende contribuir para a paz na região.
Repercussão internacional
O “Conselho da Paz” foi oficialmente lançado por Trump no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, com o objetivo declarado de intermediar cessar-fogos, coordenar acordos de segurança e auxiliar na reconstrução de áreas pós-conflito, começando pela Faixa de Gaza.
No entanto, a adesão de países aliados tem sido limitada: muitas nações tradicionais ocidentais optaram por não participar ou ainda não confirmaram sua posição — e a Espanha está entre os países que já disseram “não”. A decisão espanhola reflete preocupações maiores sobre o papel e a estrutura do conselho, assim como sobre a melhor forma de promover a paz e o respeito às instituições multilaterais.
Fonte: G1 – Espanha recusa convite de Trump para fazer parte do Conselho da Paz
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